Lidando com os objetos que nos cercam

18:15

Lendo esse post da Rachel, do blog Our Yellow Door, senti vontade de falar um pouco a respeito de como eu lidei com determinados objetos que me cercam.

Meus livros
Sim eu sei que você ama seus livros, que você até quer diminuir tudo, menos tocar seus preciosos livros. E por mim ok, de verdade. Um dia eu pensei assim também, e depois percebi duas coisas: primeiro que o único motivo que me motivava a continuar guardando meus livros era porque eu queria ostentá-los; a segunda, que é muito mais bonito ler uma história, guardá-la no peito, e depois simplesmente let it go... E essa é a minha meta hoje. Tenho uma coleção enxuta e pretendo sim zerá-la. Não tenho medo de me arrepender porque não possuo nenhum livro raro ou especial de alguma forma, apenas livros que podem ser encontrados em qualquer biblioteca, livraria ou sebo de esquina.

Presentes
Eu me esquivo bastante de ganhar presentes, e sempre estou falando a respeito de simplificar com meus amigos próximos, então não ganho tantos presentes assim. Porém penso da seguinte maneira: esse objeto pode substituir algum outro que eu estava precisando e me proporcionar um resultado tão satisfatório quanto? São poucas as pessoas que acertam ao me presentear, eu sou bem rigorosa quanto a isso. Parto do princípio de que quando alguém não é tão íntimo a ponto de acertar no presente essa pessoa nem vai reparar que eu me desfiz do dito de qualquer forma. E sim, já mandei muito presente embora. Ou troquei, ou dei para outra pessoa. E nunca ninguém que tenha me dado um presente me questionou a respeito de eu tê-lo mantido ou não. As vezes eu ganho roupas que eu não teria escolhido, e tudo bem. Se não der para trocar mesmo, eu faço uns testes: usar por baixa da roupa do trabalho para evitar mostrar mais do que o necessário se a camisa abrir ou for meio trasnparente; usar de pijama ou em casa; reformar/customizar de alguma forma, eliminando algo que me incomode ou acrescentando algo que eu goste.

Objetos de apego sentimental
Só possuo um objeto de apego sentimental, o resto é resto. Nunca peguei um objeto em mãos e tive uma lembrança POSITIVA tão forte que me fizesse querer mantê-lo por perto ou coisa do tipo. Não gosto de forçar certas lembranças também, prefiro os gatilhos da vida real: andar por uma rua, ouvir uma música, olhar pela janela e presenciar algo que me lembre alguma coisa do passado. 

Objetos "E se..."
Acho que esse é um ponto de constante trabalho para alguém que tem tantas coisas quanto eu. O que eu faço? Trabalho uma área de cada vez, aleatóriamente: coloco o objeto de "castigo" por um tempo que eu julgo interessante/razoável e se até no final desse castigo o objeto estiver sem uso eu dou o rumo necessário. Minha regra nova é: não existem objetos "especiais" (aquele vestido, sapato, creme...) Eu uso tudo porque cada novo dia é um dia especial.

Coleções
Eu tenho sim algumas coleções (filmes do Tim Burton, objetos do Star Wars, livros de séries que eu gosto) mas hoje eu entendo que não preciso ter tudo que se encaixe na coleção, apenas aqueles objetos realmente especiais. Por isso estou sempre revisando e organizando. Além disso, limito o espaço físico que o objetos tem o "direito" de ocupar. A única coleção que eu quero montar na minha vida é de fotos que eu tirei para um dia quando for mais velha conseguir ter esse pequeno "tesouro" comigo.

8 comentários

  1. Estou tentando, aos poucos, levar uma vida com menos coisas, talvez até possa chamar de minimalismo. Mas ainda tenho muito apego a algumas coisas. Adoro ler relatos de pessoas que conseguiram superar essa fase.

    Beijos

    http://fiamavsa.wordpress.com/

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    1. Fiama, é um caminho longo, as vezes com curvas inesperadas, as vezes com labirintos, mas que vale bastante a pena! Boa sorte!
      Beijão!

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  2. Olá. Tenho trilhado um caminho parecido com o seu. Quanto aos livros, é difícil, muito difícil, mas estou conseguindo. Racionalizei minha grande paixão: em minha estante só ficam livros que adoro, que volto a ler, que são bons. Na última destralha, foram-se mais de 50. Em relação a presentes: se não adoro, troco por outra coisa sem dó nem piedade. Não me importo em dar um dinheiro a mais na troca, desde que seja por algo que realmente vou usar (ganhei de uma amiga uma bolsa que eu sabia que nunca ia usar: dei um valor a mais e troquei por um vestido preto que estava fazendo falta no meu armário, visto que o último já estava muito velho e foi doado). No caso de não gostar e não poder trocar, me desfaço sem dó! Parei há tempos de guardar coisas para agradar aos outros. Os objetos de apego sentimental estão com os dias contados: é engraçado que eu achava que ia ficar super triste e pensando neles se me desfizesse..mas isso não aconteceu e nem lembro mais daquelas pilhas de desenhos dos meus filhos e roupas com "significado especial". Os "e se..." são um pouco problemáticos para mim. Acabo guardando porque tenho 3 filhos em idade escolar, então tenho muitas caixas, cartolinas, sucata, etc. O modo que encontrei para não transformar minha casa em um depósito foi definir um espaço máximo para esses objetos: assim que a gaveta/caixa fica lotada, não guardo mais nada. Uso essa mesma técnica para minhas coleções. E falando nelas, tento dar um destino útil para os objetos, ao invés de deixá-los empoeirando em algum lugar (estou pensando em transformar minha coleção de ímãs de viagem em enfeites para a árvore de Natal). Estou bastante satisfeita com minha evolução no minimalismo: muitas vezes pego uma sacola e simplesmente não há mais nada para destralhar :-)
    Um abraço

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    1. Patricia, super legal seu relato! Me lembra que minha mãe costumava guardar muitas coisas na época da escola, e foi agora, aos 24 anos, que finalmente tive coragem de mandar embora tudo. A ideia de limitar o espaço é perfeita, é o que funciona melhor mesmo!
      E gostei muito da ideia de transformar os ímas em enfeites! Você poderia também fazer quadro envidraçados, estilo vitrines, para acomodá-los.
      Beijão!

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  3. Eu coleciono livros há alguns anos e tenho uma estante que era minha paixão. Achava o horror só pensar em me desfazer dela; achava que nunca conseguiria e, no final das contas, foi ela que me fez conhecer o minimalismo. Um dia, eu simplesmente não senti mais felicidade em ver meus livros e sim, ansiedade, claustrofobia. Foi quando me caiu a ficha que ter não me agradava mais, não me trazia alegria, só preocupação e estresse e tomava tempo pra ser limpo e organizado. Já desfiz dos meus DVDs, de várias roupas e sapatos, mas ainda continuo com os CDs (não sei o que fazer com eles). Os livros, estou vendendo aos poucos. Não tenho coisas raras, mas tenho alguns esgotados, então dá pra ganhar um dinheirinho e fazer outras pessoas felizes. Pretendo guardar apenas uns poucos que foram presentes, mas quem sabe o dia de amanhã? :)

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    1. Andrea, você fechou com chave de ouro: quem sabe o dia de amanhã?! Eu nunca imaginei que eu ia chegar tão longe nesse caminho, ou que um dia iria querer diminuir tanto as minhas posses!
      Vamos juntas nesse caminho!
      Beijão!

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  4. Super bacana esse seu post! Ando muito desapegada das minhas coisas, por incrível que pareça. Separei alguns livros que pretendo doar pra algumas pessoas e quero deixar poucas coisas comigo lá em casa.

    Abraço!

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    1. Bruna, força e foco! Você vai conseguir!
      Beijão!

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